Uma Música

Acalmou a tormenta
Pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram

 

Atravessamos o mar Egeu / O barco cheio de fariseus
Com os cubanos, sírius, ciganos / Como romanos sem Coliseu
Atravessamos ‘pro’ outro lado / No Rio vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados / De retirantes refugiados

 

You, where are you? / Where are you? / Where are you?

 

Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão ‘pra’ ninguém
Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?

 

Deus Ó Deus onde estás
Que não respondes?
Em que mundo
Em qu’estrela
Tu t’escondes
Embuçado nos céus
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás senhor Deus

 

Será que Deus criou o mundo assim, com tanto desamor, desigualdade e injustiça? Ou será nossa a responsabilidade pela diáspora de tantas pessoas pelo mundo?

 

Na verdade, somos nós os responsáveis por esta situação desumana. E cabe a cada um de nós ações para humanizá-lo.  Rios de dinheiro alimentam a indústria do armamento e muros são erguidos delimitando fronteiras.  A guerra cria o inferno real e substancial na vida de milhões de seres humanos que abandonados à própria sorte, na miséria e na destruição, vivem a diáspora. Até quando?

 

Por que não investir em ações que promovam a paz, o amor, a justiça, a igualdade e a solidariedade?

 

A música termina com grandes perguntas: Deus onde estás que não vê essa situação? Na verdade Deus conta com cada um de nós para ser sinal de solidariedade, de amor, justiça no meio do mundo. Somos seus braços e pernas na luta por um mundo sem guerra, fome e refugiados.

 

Marcelle Durães

Equipe do site