Amor de índio 

(Beto Guedes) 

Tudo que move é sagrado e remove as montanhas
Com todo o cuidado, Meu amor
Enquanto a chama arder / Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado com o arco da promessa
Do azul pintado pra durar 

Abelha fazendo o mel/ Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu / O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu / De sentir seu calor /E ser todo
Todo dia é de viver / Para ser o que for / E ser tudo 

Sim, todo amor é sagrado / E o fruto do trabalho
É mais que sagrado / Meu amor
A massa que faz o pão / Vale a luz do seu suor
Lembra que o sono é sagrado / E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver 

No inverno te proteger / No verão sair pra pescar
No outono te conhecer / Primavera poder gostar
No estio me derreter / Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu / De sentir seu calor e ser todo

Sim, todo amor é sagrado!

 

Das delicadezas do amor, o tempo de amar!

Ele transcende, une, difere, liga.

Amar é tirar da multidão, trazer para o altar da vida o sagrado aos nossos olhos.

É eleger entre tantas alternativas... tudo que abre, transforma, cuida, cativa e cultiva!

 

Marcelle Durães

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