4. As linguagens das juventudes e da libertação

João Batista Libânio – Edward Guimarães

Editora Paulus

 

Nenhuma linguagem esgota a riqueza que irradia da pessoa de Jesus. Figura maravilhosa que há mais de 20 séculos tem fascinado milhões e milhões de pessoas: seguidores, pensadores, escritores, poetas, compositores, pintores, escultores e outros artistas. Cada geração tem mantido com ele contacto vivo, o interpretando com jeito próprio de falar, escrever e expressar por meio de alguma arte. Criam sempre novas maneiras de abordá-lo. Aqui buscamos apresentar algumas dessas expressões.

 

Eis o vol. 4 da série Linguagens sobre Jesus. O livro, organizado em duas partes, aborda as linguagens das juventudes e da libertação.

 

Na parte I, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2013, Juventude e Fraternidade, e no espírito da Jornada Mundial da Juventude, descreve e analisa a linguagem sobre Jesus das juventudes. Que linguagem sobre o “profeta crucificado e ressuscitado” lhes brota do coração, dos desejos, das canções e das expressões religiosas? Os jovens falam e falam muito sobre Jesus.  Paremos um minuto para saborear-lhes as linguagens e sentir-lhes o pulsar do coração. Há enorme pluralidade de linguagens a mostrar-nos a mesma diversidade de perfis juvenis. A diversidade enorme dos tipos de jovens permite o surgimento de pluralidade de linguagem. Estas nascem da experiência de uns e, certamente, provoca e/ou alimenta a experiência de outros. Por meio delas, Jesus continua a ser encontrado de geração em geração e a provocar experiências de sentido para a vida.

 

O livro percorre maravilhosa gama de falas. Sonda os jovens do tempo de Jesus. Concentra-se, porém, nos de hoje. Lá estão os que revelam tendência tradicional. Outros manifestam toque carismático. Há aqueles que se proclamam religiosamente independentes, mas não esquecem a Jesus. E também não faltam os engajados socialmente. Nenhuma linguagem esgota a riqueza que irradia da pessoa de Jesus. Figura maravilhosa que há mais de 20 séculos tem fascinado milhões e milhões de pessoas: seguidores, pensadores, escritores, poetas, compositores, pintores, escultores e outros artistas. Cada geração tem mantido com ele contato vivo e o interpretando com jeito próprio de falar, escrever e expressar por meio de alguma arte. Criam sempre novas maneiras de abordá-lo. Aqui buscamos apresentar algumas dessas expressões.

 

Na parte II, abre-se então o campo para avançarmos a reflexão sobre a linguagem da libertação sobre Jesus. Perguntamo-nos acerca da linguagem sobre Jesus brotada na caminhada libertadora da Igreja da América Latina. Esta não se contentou em reproduzir, em seu seio, linguagens de outros Continentes. Bem pontualizava Henrique Vaz, ao dizer que chegara o tempo de gestar a Igreja-fonte e deixar de ser Igreja-reflexo. O mesmo vale da linguagem sobre Jesus. As linguagens tradicional, moderna e mesmo pós-Vaticano II se forjaram na Europa e de lá se irradiaram.

 

O livro mostra que no Continente latinoamericano produziu-se discurso diferente: libertador. Aqui gritavam vozes oprimidas à espera de palavras de libertação. Não bastava falar do Jesus da exegese moderna nem das pesquisas científicas que, sem dúvida, trouxeram muitas novidades. Fazia mister encontrar a linguagem de Jesus Cristo Libertador. A linguagem da libertação foca a relação entre Jesus e o Reino de Deus. Admira-lhe a liberdade e o tom profético. Termina mergulhando nas Comunidades eclesiais de base e aí beber-lhe a linguagem libertadora.

 

Equipe do site

01.07.2013