
Eu sou a voz que canta nas planuras desertas,
onde ninguém me escuta, nem me responde o eco.
Sou a errante flama sobre o lago das noites sem lua,
um fogo caprichoso, que se apaga no solar materno.
Sou a folha que erra no vasto reino do outono,
minha vida é um jogo que acompanha o coro dos ventos.
Se habito as montanhas ou se me afundo nas valas,
não sei nem me importa, não posso, nem quero mudar.
(Erik Axel Karlfeldt)
In: Poesias


